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O governo do Distrito Federal anunciou pacote de ajuste para retirar o GDF da crise em que se encontra. A meta é arrecadar R$ 1,8 bilhão para estancar as dificuldades imediatas. As medidas mais duras recaem sobre a população mais pobre e os trabalhadores, como aumento de até 50% das tarifas do transporte público, do preço da refeição em restaurantes comunitários e suspensão do reajuste dos servidores públicos.
O aumento da tarifa do ônibus e do metrô, além de penalizar os mais pobres, atinge uma política pública fundamental para os direitos da cidadania: o transporte público.
Também o aumento de 500% na tarifa do Jardim Zoológico de Brasília torna proibitiva a frequência desta área de lazer e de conhecimento pelos trabalhadores de baixa renda e seus familiares.
O PCdoB/DF reconhece que o momento é de crise econômica e são necessárias iniciativas, porém o ajuste deve ser levado para o andar de cima, para os mais ricos. No Maranhão, o governador Flávio Dino, do PCdoB, aumentou o tributo sobre as grandes heranças e exige por Adin a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas no país.
Defendemos que o ajuste não deve penalizar os trabalhadores e a crise deve ser enfrentada com propostas que possam dar resposta aos anseios da população e retomar o desenvolvimento econômico do Distrito Federal e do país.

Augusto Madeira
Presidente do Partido Comunista do Brasil/PCdoB no Distrito Federal

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