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As eleições para os conselheiros tutelares ocorrem no último domingo (4) em meio à muita desorganização e medidas judiciais. O processo foi interrompido por três vezes; a decisão do tribunal de justiça de suspender o processo na última quinta-feira (1), somente foi revogada às véspera da eleição , no sábado (3).

Falta de informação, critérios abusivos para barrar candidaturas e suspeita de irregularidades no pleito são as principais queixas dos candidatos. O processo desde o início foi truncado e cercado de incertezas quanto a sua realização. Ainda durante a eleição, muitos desconheciam as regras eleitorais.

A primeira interrupção das eleições ocorreu em julho, através de uma decisão do Tribunal de Consta do Distrito Federal.  O conselheiro Inácio Magalhães acolheu pedido do Ministério Público para suspender o contrato com  a Fundação Getúlio Vargas, que organizava o pleito; um contrato de mais de R$ 9 milhões foi feito sem concorrência. Quando a decisão foi revista, o calendário estava inviabilizado  e a campanha muito comprometida.

Na fase de análise de documentos, mais confusão e desorganização. Os critérios utilizados pela organização variavam de candidato a candidato. A imprensa divulgou casos de ex-conselheiros tutelares que não foi reconhecido a experiência do trabalho com crianças e adolescentes. A organização atrasou o acesso aos documentos. Muitos deste episódios tiveram de ser resolvidos na justiça.

Os comunicados e resoluções emitidos pela organização das eleições eram confusos e contraditórios. A decisão de realizar as eleições por blocos, que envolviam diversas zonas eleitorais,  foi mal explicada; no dia da eleição muitos candidatos ainda não sabiam quem podia e quem não podia votar neles.

Uma informação fundamental para qualquer eleição, os locais de votação somente foi divulgada às vésperas. Porém, pessoas com ligação com o governo já sabiam onde seriam realizadas as eleições nas cidades antes de sua divulgação pública.

A bagunça que foi o processo é um desrespeito não só com os candidatos mas também com a sociedade, principalmente as crianças e adolescentes. Em virtude desta situação, muitos pedem o cancelamento das eleições na justiça. Também deverá ainda ser esclarecido a denúncia do Ministério Público da irregularidade na contratação da FGV.

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