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Os professores do DF decretaram greve por tempo indeterminado, juntando-se a outras categorias que também paralisaram as atividades devido ao descumprimento do GDF dos reajustes aprovados em lei no ano de 2013.

Os professores se unem aos servidores da saúde, agentes penitenciários e funcionários do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) na reivindicação do pagamento dos reajustes salariais e garantem: só voltam a trabalhar quando estes forem liberados.
O PCdoB ouviu o professor Jairo Mendonça, diretor do Sinpro-DF sobre a mobilização dos servidores

O Sinpro-DF também publicou um manifesto:

Dia do Professor: a luta continua!

A categoria docente da rede pública de ensino do Distrito Federal (DF) chega ao Dia do Professor com vários problemas a resolver e desafios a superar. Inicia o dia 15 de outubro com uma greve geral e um ato público na Praça do Relógio, em Taguatinga. Com isso, a categoria se une a todas as outras do funcionalismo público do DF que estão mobilizadas contra a perda de direitos e de salário.

Sob a batuta de uma gestão neoliberal, a educação pública e os demais setores do serviço público do DF têm sido regidos segundo as diretrizes do choque de gestão: redução de direitos públicos e sociais, aumento de deveres (tarifas, taxas e alíquotas) e privatização dos serviços públicos.

É que a lógica da política econômica neoliberal, que tem como um dos seus panos de fundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), visa a transferir dinheiro público para bancos privados. E a forma mais rápida de aportar esse caixa ávido de recursos financeiros públicos é reduzindo serviço público, aumentando impostos e retirando direitos trabalhistas assegurados em lei, como o nosso reajuste salarial.

Esse tipo de gestão atua com a perspectiva dos banqueiros privados e a meta é atingida com enxugamento do quadro de pessoal, redução da Folha de Pagamentos, sucateamento dos serviços públicos e imposição de novas taxas e aumento de novas formas de arrecadação para apenar também a população. É o dinheiro do povo que se esvai para os caixas privados sedentos de dinheiro público.

Esse cenário vem se configurando desde o início do ano e, como num jogo de truco desonesto, no qual a mentira leva o jogador a se dar bem e a malandragem conduz cada jogada, o Governo do Distrito Federal (GDF) inicia o segundo semestre com uma cartada de “mestre”: reduzindo salários.

Ao não pagar o reajuste concedido, assegurado nas tabelas conquistadas juntamente com o Plano de Carreira, em 2013, durante uma greve de mais de 50 dias, o governo age como um jogador de truco que se baseia na trapaça para ganhar o jogo.

Chegamos, assim, ao quinquagésimo quinto Dia do Professor da capital do país em luta. Radicalmente contra a transformação da educação e demais direitos sociais em mercadoria, iniciamos, mais uma vez, o 15 de outubro em batalha contra a retirada de direitos e pelo cumprimento das tabelas salariais vigentes.

É graças a nossa unidade e força que, ao longo de nossa história, vencemos nossas batalhas. Estamos mais uma vez diante de governos comprometidos com o jogo neoliberal de choque de gestão em que as cartas estão sempre marcadas para atender a interesses alheios aos da classe trabalhadora.

A categoria docente não joga e não partilha dessa concepção de jogo. Nós debatemos com seriedade temas da vida do trabalho, os assuntos do serviço público e, dentre outras, as questões de classe. Não jogamos com coisa séria, com a vida das pessoas. Todavia, somos empurrados para um tipo de jogo nefasto de perdas de direitos.

Entendemos que o processo de negociação tem de ser concluído com atitudes respeitosas e com propostas sérias. Não jogamos, mas sabemos lidar com esse tipo de jogada. Sabemos que, para ganharmos essa partida, a luta exige vestirmo-nos da personalidade do Ás de Paus: a carta dos assuntos legais.

Assim, revestidos dessa ideia de legalidade, exigimos a adoção de nossa tabela salarial vigente porque ela não é objeto de jogo político. Como todos os ases do carteado, o Ás de Paus, segundo a leitura mística, indica-nos um novo vislumbrar da luta, uma nova oportunidade de resolver os nosso problemas com toda a nossa criatividade pedagógica.

Neste 15 de outubro de 2015, estamos de volta às ruas porque a luta continua!

Não aceitamos o calote!

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