Centrais como a CTB e sindicatos representantes das 32 categorias em greve no Distrito Federal se reuniram ontem (20) com o governo distrital para debater a negociação do pagamento dos reajustes aos servidores. A reunião contou com a presença do secretário da Casa Civil do Governo do Distrito Federal, Sérgio Sampaio, do secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, do articulador político do governo, Igor Torkaski, além de 20 deputados distritais.

Depois de um longo debate, o governo se comprometeu a apresentar um calendário de pagamentos dos reajustes até a próxima sexta-feira (23), desde que a Câmara Distrital vote pelo menos parte do pacote enviado à Casa pelo governo local .

Até o momento, a administração tem ignorado o reajuste, aprovado por lei, ainda na gestão de Agnelo Queiroz (PT). O aumento foi parcelado em 3 vezes. Ficou acertado que 16, das 32 categorias contempladas, iriam receber a partir do dia 1º de setembro. O restante receberia a partir do primeiro dia dos meses de novembro e dezembro.

Segundo o servidor público e presidente da CTB/DF, Aldemir Domício, durante a conversa, o GDF alegou não ter condições de pagar o reajuste salarial – algo em torno de 5% – e se negou a pagar os atrasados.

Para Aldemir, “Não há base para negociar o que foi definido em lei. Os servidores deviam ter recebido desde o mês passado. Então, o governo terá que pagar os valores em atraso e todos os demais”, afirmou.

Na ocasião, Aldemir deixou clara qual é a posição da CTB. “A nossa central defende que o governo não negocie apenas com as categorias em greve, mas que o calendário contemple as entidades que não participaram das paralisações, pois o reajuste das mesmas deverá ser pago a partir de novembro. Queremos uma proposta única para todos os servidores”, declarou.

Domício criticou a atitude do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) em convocar as entidades para a referida reunião, sem uma proposta em mãos para apresentar. “Depois de todo esse atraso, é inaceitável que o GDF sente conosco para negociar o final de uma greve sem nenhum tipo de acordo para os trabalhadores e ainda peça um prazo, de praticamente uma semana, para propor uma solução”.

O cetebista ressaltou a necessidade de um acordo entre movimentos sindicais, Câmara Distrital e GDF, que seja bom para todas as categorias. Para o dirigente da entidade, a gestão atual é a principal responsável pela radicalização dos trabalhadores, pela falta de compromisso que tem demonstrado com a classe e a população.

Na próxima terça-feira (27), a partir das 10h, em frente ao Palácio do Buriti – sede do governo – haverá uma assembleia unificada, com a participação dos movimentos sindicais e dos trabalhadores, para discutir a proposta e decidir pelo fim ou continuação da greve.

De Brasília, Ruth de Souza – Portal CTB

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