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A União dos Negros pela Igualdade (Unegro) do Distrito Federal, repudia a violência contra o terreiro de Mãe Baiana, incendiado e totalmente destruído na madrugada desta sexta-feira (27), no Paranoá.

Uma das mais tradicionais casa de candomblé de Brasília, o terreiro de Mãe Baiana já havia sofrido atos de violência anteriormente, se somando a dezenas de agressões a tiros, fogo e intimidações, que outros terreiros de candomblé e de umbanda sofrem no Distrito Federal e entorno.

A proliferação de tanta intolerância que tem levado a atitudes violentas encontra guarida na impunidade que esses atos se beneficiam com a omissão do poder público, em especial, no caso, o aparato policial. Omissão esta, que trata-se, em essência, de outro ato de racismo, já os governos nada ou pouco fazem para conter a violência praticada por fundamentalistas religiosos cristãos, que não respeitam a diversidade religiosa brasileira.

Neste sentido, a Unegro DF amplia seu repúdio à esta incompreensão de que nosso País é construído de várias raças e credos e que a convivência pacífica entre todos é um dos bens da nossa formação como povo. Ao praticar e estimular a intolerância, os fundamentalistas estão tentando destruir não apenas os templos de religiões de matriz africana, mas também um dos princípios fundamentais das sociedades civilizadas: o respeito às diferenças.

Por fim, a Unegro DF conclama todas as entidades do movimento negro e dos movimentos sociais em geral, a se unirem contra esta intolerância e seus criminosos, ao mesmo tempo que exige das autoridades do Distrito Federal e de Goiás a apuração desses crimes.

Somos todos Mãe Baiana!
Somos todos pela paz e respeito às diferenças.

Brasília, 27 de novembro de 2015.

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