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Depois de ver fracassada sua tentativa de derrubar a presidente Dilma Rousseff por meio de um golpe parlamentar em 2015, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pode ter que começar a se preocupar com a luta interna do PSDB, neste início de 2016.

Embora o terceiro turno da eleição presidencial de 2014 ainda não tenha sido definitivamente enterrado, os tucanos parecem estar começando a se dar conta de que o golpe fracassou. Neste domingo, Eliane Cantanhêde publicou que o “o impeachment” subiu no telhado (leia aqui). E a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, informa que as ações movidas pelo PSDB no Tribunal Superior Eleitoral tendem a ser arquivadas (leia aqui).

Sem o golpe, Aécio perde aquele que foi seu único mote desde que perdeu as eleições presidenciais. E terá agora que costurar a unidade interna do PSDB para tentar chegar competitivo em 2018 – uma missão que parece quase impossível.

Até agora, as pesquisas Datafolha sobre 2018 apontaram Aécio na liderança, mas fizeram simulações apressadas. Nos cenários, colocavam Aécio ou Alckmin – e não Aécio e Alckmin na mesma disputa. A tendência é que o PSDB se fragmente, produzindo várias candidaturas paralelas.

O primeiro a sair foi o senador Alvaro Dias, que trocou o ninho tucano pelo PV. Alckmin já atua como se estivesse no PSB – e não no PSDB. Prova disso é sua escolha por um candidato para perder em São Paulo, que seria o neófito elitista João Doria Júnior. Para Alckmin, parece ser melhor perder na capital paulista do que ajudar a eleger prefeito o vereador Andrea Matarazzo, tido como serrista. E José Serra, por sua vez, também não parece disposto a desperdiçar sua última chance de concorrer à presidência da República – nem que seja pelo PMDB.

Durante algum tempo, a perspectiva de golpe contra a presidente Dilma uniu os tucanos em torno de um objetivo comum. A partir de agora, será cada um por si.

Fonte: Brasil247

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