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O Diário Oficial do Distrito Federal, DO/DF, publicou nesta terça-feira (26), dois Decretos assinados pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, que determinam as duas Organizações Sociais, OSs, que passarão a administrar a Saúde e a Educação no DF.

O Decreto nº 37.080, de 25/01/2016, determina que o  o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e a Saúde Pública – GAMP, com sede em São Paulo, ficará responsável pela execução de projetos e programas de governo na Saúde Pública do DF, em outras palavras, administrar os hospitais e postos de saúde da capital do país.

Já o Decreto nº 37.081, também de 25/01/2016, determina que o Instituto Santa Marta de Educação e Saúde – ISMES, com sede em Taguatinga, DF, será o responsável pela administração das escolas públicas do DF. Os decretos entram em vigor à partir da sua publicação, ou seja, à partir de hoje.

Um fato gravíssimo este, que visa privatizar os dois serviços públicos de tamanha importância para a população, sem que esta tenha sido consultada.

Segundo o médico ultrassonografista, gestor em saúde pública e Ex-secretário municipal de saúde de Santa Inês – MA,  Thiago Zacariotto, não há nenhum sentido em adotar o sistema de gestão por OSs no Distrito Federal.

Por mensagem eletrônica o médico disse que “O principal motivo para a não adoção desse regime de gestão vem na própria justifica para o mesmo: economia!”. Segundo ele, o principal ponto onde as OSs conseguem economizar é na contratação de funcionários da saúde, que representam cerca 70% das suas despesas.

O médico desmonta a tese de contratar as OSs como administradoras das unidades de saúde, quando afirma que “outro ponto que sempre me faz ir contra as OSs é o custo dela! Uma OS recebe o valor de 5% do contrato bruto para fazer a administração.

Então vamos aos cálculos: se um hospital vai receber R$ 10 milhões por mês para serem administrados, a OS ficaria com R$ 500 mil, bem, qualquer pessoa que conheça um pouco de administração, sobretudo hospitalar, sabe que nenhuma diretoria recebe esse valor por mês, montar uma diretoria completa com excelentes profissionais, sai a um custo de uns R$ 200 à 250 mil por mês.

Logo, contratar uma OS é jogar fora 50% do que ela recebe, que poderiam ser revertidos em mais profissionais, mais medicamentos, mais equipamentos!

A única questão é que deve-se dar autonomia e não permitir interferências politiqueiras frente aos administradores, para que possa ser desenvolvido uma gestão adequada, visando a qualidade e humanização do atendimento para a população!

Como terceiro ponto, e impossível de não ressaltar, são os escândalos envolvendo desvios de verbas, pagamentos de propinas, até mesmo para secretários de Estado, e má gestão do dinheiro público, levando à falência da saúde pública em vários locais do Brasil, com maior ênfase nos estados do Maranhão e do Rio de Janeiro, onde já tivemos a prisão de vários donos de OS e agentes públicos!” dispara o médico.

Joaquim Dantas às 16:51:00

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