As Sufragistas estreou no Brasil no último dia 24 de dezembro e narra alguns momentos da luta das mulheres pelo direito ao voto na Inglaterra no início do século 20, a partir da ótica da personagem fictícia Maud Watts (Carey Mulligan). 

Por Rejane Carolina Hoeveler

Colagem de Singh Bean

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Trabalhadora de lavanderia, como muitas de sua geração, vivia desde criança não só os salários inferiores aos dos homens, mas também à mercê dos assédios sexuais de seu supervisor. O filme se passa nos fatídicos anos de 1912 e 1913, quando a sufragette Emily Davison perdeu a vida durante uma ação política, num episódio de repercussão mundial.

Do ponto de vista estético, o filme não traz grandes inovações, muito embora o jogo de cores e luzes tenha sido usado de maneira interessante. Seu formato certamente terá grande valia para uso escolar, o que não é menos importante para a difusão de um tema tão importante e tão pouco tratado pelo “cinemão” hollywoodiano.

Muito tem sido discutido sobre o filme e seu objeto de representação, e, só por despertar essa discussão mais ampla, de maneira intencional, o filme já tem enorme mérito. Três aspectos, no entanto, nos parecem merecedores de atenção nos debates em curso: a confusão existente acerca das divergências dentro do movimento sufragista; a questão racial, legitimamente levantada em decorrência de um elenco totalmente branco e de uma infeliz campanha publicitária do filme; e as inquietações que o filme suscita acerca das chamadas “bandeiras democráticas” relacionadas à luta das mulheres hoje. Vejamos. 

Sufragistas, sufragettes e a família Pankhurst

Em primeiro lugar, é preciso desfazer certa confusão em torno do movimento retratado no filme, suas bases, direções e táticas. A personagem Maud Watts é uma operária que, ao tomar contato com o movimento sufragista britânico, ingressa em uma das várias correntes que dentro dele existiam. Tal corrente tinha como referência Emmeline Pankhusrt (encarnada por Meryl Streep em uma bela participação especial). Militante feminista desde os 14 anos, Emmeline era também esposa de um importante advogado apoiador do sufrágio feminino, autor da legislação que a partir de 1870 dispôs sobre as propriedades das mulheres casadas.

À época, nenhuma das três principais forças políticas nacionais era realmente comprometida com a bandeira do sufrágio feminino. Dos conservadores, já não se esperava nada mesmo. Já entre os liberais, os chamados whigs, havia defensores que acenaram para o voto feminino mas, uma vez no governo, nada fizeram para implementá-lo. Mesmo entre os trabalhistas – o Labour Party foi fundado em 1900 com maior vínculo junto ao movimento operário – refletia-se o conservadorismo do movimento operário inglês, com marcantes traços machistas. O fato de o Labour ter em seu programa a defesa do voto feminino – e a existência de uma corrente dentro do partido, o Independent Labour Party, mais comprometida com essa luta – possibilitou que entre suas fileiras surgissem militantes profundamente comprometidas com a causa, como a trabalhadora têxtil Isabella Ford, membro da Manchester Suffrage Society.

Um leque de argumentos reacionários vociferava contra o sufrágio feminino, como a idéia da inferioridade biológica da mulher, ou de uma suposta maior vulnerabilidade emocional e mental do gênero feminino, o que, de acordo com este pensamento arcaico, impossibilitaria a capacidade feminina de julgar sobre as questões da vida pública. Mas é preciso lembrar que nos restritos quadros da democracia de então, mesmo o direito ao voto para os homens assalariados fora conseguido somente em 1884, excluindo ainda os mais pobres, os indivíduos considerados insanos e os criminosos – os quais constituíam cerca de um terço da população masculina.

As sufragistas, chamadas de “constitucionalistas”, constituíam o setor mais tradicional do movimento, em geral pautado pelo respeito à legalidade, que se reunia em torno da NUWSS – National Union of Women’s Suffrage Societies, entidade fundada ainda em 1897. Segundo alguns autores, procuravam se colocar mais próximos ao movimento operário como um todo. Já as sufragettes – objeto do filme – surgem posteriormente defendendo ações radicalizadas, e se organizando no WSPU – Women’s Social and Political Union, associação fundada em Manchester em 1903, pela família Pankhurst: Emmeline, a mãe, e as filhas Christabel, Sylvia e Adela.[1] A tradução para o português do título do filme não ajuda a esclarecer o problema, pois de Suffragette, título original, o filme estreou no Brasil com o nome de As Sufragistas.

Desde o início, Emmeline Pankhusrt imprimiu ao WSPU a tática de ação direta, adotando como lema “Ações, não palavras” (Deeds, not words). O WSPU rapidamente ganhou amplas bases sociais e chegou a organizar passeatas com mais de 200 mil mulheres e homens apoiadores, os quais, no entanto, não eram aceitos no interior da organização (o WSPU, diferentemente do NWUSS, era uma organização exclusivamente composta por mulheres). Segundo Zina Abreu, a despeito das divergências, as entidades colaboravam bem entre si.[2]

A descrença perante um cenário político marcado por posições vacilantes era a principal alavanca para que a tática de ações diretas ganhasse adeptos. Essa tática tinha importantes méritos, entre eles o de atrair atenção da mídia, nacional e internacionalmente. Por outro lado, seus críticos afirmavam que ela afastava setores expressivos da classe trabalhadora feminina, que, fosse pelas maiores dificuldades objetivas, ou mesmo por conservadorismo moral, resistia a embarcar nesse tipo de ação.

O historiador Sean Purdy, em interessante análise publicada há alguns dias neste mesmo blog[3], levanta diversos problemas acerca de como a relação entre o movimento sufragista e o movimento operário aparece no filme, caracterizando nele uma perspectiva classista “simplista” e lembrando de fatos importantes, como a ruptura do WSPU com o movimento operário desde 1907. Mas é preciso pontuar que as sufragettes em diversos momentos tiveram também líderes de estratos sociais mais baixos, notadamente as irmãs Jessie e Annie Kenney, tendo a última pertencido ao mais alto escalão da WSPU e também se assumido como lésbica.[4] Portanto, apesar de o WSPU ter composição mais calcada em estratos altos e de classe média, uma personagem como Maud não é inverossímil historicamente.

A história mais interessante nesse contexto é certamente a de Sylvia Pankhurst. Ela defenderia uma linha política mais classista, discordando da linha do WSPU, que, como lembra Purdy, defendia prioritariamente o voto para mulheres que possuíssem propriedade. Sylvia enxergava a luta das mulheres como parte fundamental de uma luta maior a ser travada ombro a ombro com os homens, luta que na época incluía direitos aos trabalhadores e trabalhadoras, com amplas reformas sociais. Por essa posição, enfrentou-se com a mãe e a irmã Christabel. Em janeiro de 1914, Christabel era uma das principais dirigentes do WSPU e exigiu a expulsão da East London Federation of Suffragettes, seção que reunia o maior número de trabalhadoras, das fileiras da entidade. Nos anos 1920, Emmeline, a mãe, ingressaria no partido Tory (conservador), e com a eclosão da guerra adotaria posição chauvinista com o lema “Rei, pátria e liberdade”; enquanto Sylvia seria uma das fundadoras do Partido Comunista, se opondo à guerra.

As sufragettes foram duramente perseguidas e sofreram a tortura da alimentação forçada em suas greves de fome na prisão. Não apenas o gabinete liberal de H.H.Asquith (1908-1916) – com Lloyd George – ignorou as suas reivindicações, como reprimiu severamente as sufragettes, tendo autorizado a criação de uma legislação especialmente voltada para reprimi-las, o Cat and Mouse Act, de 1913, que visava a enfraquecer a capacidade de barganha das greves de fome das prisioneiras. O apelido da lei, “Gato e Rato”, tem a ver com a conhecida fama dos gatos em brincarem com suas presas antes de devorá-las: a tática do governo era soltar as prisioneiras quando elas estivessem muito fracas e impossibilitadas de retomar as ações, tornando a prendê-las assim se restabeleciam.

Em 1918, o Parlamento inglês aprovou o reconhecimento de cidadania às mulheres, mas continuou havendo grandes restrições ao sufrágio, já que este foi permitido apenas às mulheres maiores de 30 anos e cujos maridos estivessem aptos a votar. Vale pontuar, entretanto, que essa conquista de 1918 – com todas suas limitações – foi produto não apenas dos longos anos de luta das sufragistas e o do papel das mulheres durante a guerra, mas também do impacto da Revolução Russa de 1917. Como se sabe, a eclosão do movimento revolucionário russo não apenas teve as mulheres como epicentro, como também representou imediatas conquistas para elas, que em conjunto representaram avanços muito maiores do que os existentes em qualquer outro país do Ocidente.[5]

Elenco branco: veridicidade histórica e representação

Uma crítica incontornável ao filme foi levantada por um setor do movimento negro nos Estados Unidos, ainda antes de seu lançamento. A polêmica eclodiu quando a revista Time Out publicou um ensaio fotográfico de promoção do filme com as atrizes principais do mesmo vestindo a camisa “I’d rather be a rebel than a slave” [“Prefiro ser uma rebelde do que uma escrava”] – frase de Emmeline Pankhurst citada no filme, que, em seu contexto original, era um chamado à ação para as mulheres.[6]

Sobre este ponto, e independentemente do mérito da crítica, vale em primeiro lugar localizar historicamente o que significava a comparação, ainda que retórica, à situação da escravidão, que na altura de 1912 já havia sido abolida na Inglaterra e na maior parte do mundo. O movimento operário inglês, muito embora fosse permeado pelo racismo, nasceu imerso na luta abolicionista.[7] Muitas vezes os trabalhadores mais pauperizados comparavam a sua situação com a dos escravos, chamando o assalariamento em seus primórdios de “escravidão moderna”.[8] Essa comparação continha uma rejeição à idéia de escravidão, e não aos seres humanos que foram escravizados.

Segundo Zina Abreu, nas décadas de 1830 e 1840, as militantes inglesas uniram-se tanto ao movimento cartista quanto ao movimento abolicionista. A primeira associação pelo direito ao sufrágio universal feminino na Inglaterra, a Female Political Association, foi fundada em 1847 por Anne Knight (1786-1862), quacre militante dos movimentos cartista e anti-escravagista. Knight empenhou-se na causa feminina especialmente após sua expulsão, ocorrida pelo fato de ser mulher, da Convenção Anti-escravista ocorrida em Londres, em 1840. Pode-se dizer, assim, que o feminismo encontra raízes no movimento abolicionista tanto nos Estados Unidos quanto na Inglaterra, mas é somente nos Estados Unidos haveria líderes feministas negras importantes nesse período.[9] A partir dessa contextualização, é possível relativizar um pouco a idéia de que a escravidão não era questionada pelas feministas, presente em algumas críticas ao filme.[10]

A biógrafa de Emmeline Pankhusrt, Paula Bartley, considerou – a nosso ver corretamente – que o ensaio fotográfico foi “muito insensível”. No entanto, ela discorda da crítica de que o filme teria apagado o papel das pessoas não-brancas na luta pelo voto na Inglaterra, afirmando que, à aquela altura, o país era de fato predominantemente branco, e que era natural que a composição de qualquer movimento refletisse isso. A historiadora Sumita Mukerjee, pesquisadora das sufragettes indianas, afirmou que o caso do movimento sufragista na Inglaterra foi diferente do caso americano, australiano e neozelandês justamente neste quesito, pois embora houvesse algumas minorias étnicas, não havia nem de longe a mesma escala ou as mesmas questões relacionadas à cidadania que havia em outros países.[11]

Segundo a diretora do filme, Sarah Gavron, a única figura indiana que foi conhecida no movimento sufragista britânico era a princesa Sophia Duleep Singh, estudada pela pesquisadora Anita Anaud. A diretora afirma que optou por não se focar nessa personagem justamente por causa do corte de classe, tendo priorizado em sua película uma personagem principal operária.[12] “Emmeline [Pankhurst] trabalhou com Sophia Duleep Singh, que terá um programa de televisão sobre ela, ela é um personagem fascinante, mas ela era uma aristocrata, e era tratada muito diferente das mulheres trabalhadoras”, afirmou Gavron. A própria estudiosa da princesa Sophia declarou que adoraria que ela aparecesse no filme, mas que seria impossível em apenas uma história envolver todas as figuras do movimento.[13]

Mukerjee afirma ainda que houve passeatas das suffragettes em 1911 que contaram com uma ala de mulheres da Austrália, Índia e Nova Zelândia, e que as sufragettes britânicas tentaram convencê-las de que se conseguissem o voto, representariam as mulheres das outras comunidades do Império britânico, posição que a historiadora classifica como imperialista. Mas aqui, novamente, o mais determinante parece mesmo ter sido a heterogeneidade no movimento: enquanto líderes como a própria Emmeline viriam a ser entusiastas do Império, especialmente no contexto da guerra, outras militantes como Millicent Fawcett e Catherine Impey iriam se empenhar fortemente na militância anti-racista e anti-imperialista.[14] A própria Sylvia Pankhusrt, como lembra o artigo de Sean Purdy, acabaria seus dias lutando na Etiópia.

As questões étnicas e raciais são fundamentais para o feminismo hoje, e suas críticas precisam ser ouvidas. Certamente há ainda muito a debater sobre a questão da representatividade, para além da veridicidade histórica aqui discutida.

Liberais, socialistas e a atualidade das bandeiras democráticas

Um último aspecto levantado pela história deste que é considerado o primeiro movimento propriamente feminista e de massas na modernidade diz respeito ao caráter de seu programa: a defesa do sufrágio. Uma visão estreita da luta socialista pode levar à idéia de que tal bandeira é intrinsecamente liberal, já que inserida dentro do sistema político burguês. Mas o fato de que a reivindicação do sufrágio fosse, tendencialmente, compatível com uma democracia liberal, não quer dizer que esta, enquanto regime político burguês, tenha assimilado tal demanda sem resistência. O mesmo se deu com uma série de outras demandas democráticas dos explorados e oprimidos em geral (como os próprios direitos sociais, trabalhistas, de organização política etc).[15]

Assim, é necessário em primeiro lugar criticar a leitura liberal sobre a origem dos direitos democráticos, especialmente quanto ao tema do voto. Ao longo dos séculos XVIII, XIX e até meados do século XX, a maior parte dos próceres do pensamento liberal se opuseram de forma persistente à ampliação do sufrágio, defendendo sua restrição não só às mulheres, como também aos homens da classe trabalhadora. Entre as revolucionárias marxistas, a luta pelo voto feminino esteve sempre presente, de que é exemplo a atuação de Clara Zetkin no âmbito da esquerda da social-democracia alemã, depois no Partido Comunista Alemão e na Internacional Comunista.[16]

O movimento feminista com corte de classe continua lutando hoje por bandeiras que, a rigor, são “liberais”, como o direito ao aborto e aos direitos reprodutivos, que nada mais significa que dispor sobre o próprio corpo. Lembremos ainda que o reconhecimento dos direitos civis aos negros nos Estados Unidos, nos anos 1950-1960, por exemplo, embora não os elevassem para além da categoria abstrata de cidadão (juridicamente burguesa), foi uma luta fundamental encampada por toda a esquerda revolucionária.

Por fim, nota-se que a lista dos anos em que as mulheres conquistaram o direito ao voto nos mais diversos países causa compreensível espanto a qualquer espectador. O próprio Reino Unido, palco das lutas retratadas no filme, só promulgaria o voto feminino universal em 1928.

Mas a catarse trazida pelo filme só pode levar a uma conclusão: o quanto ainda é preciso avançar. Os elementos trazidos ao longo da narrativa, como a superexploração das mulheres, a questão da maternidade, entre tantas outras, nos remetem ao sentimento de que, afinal, não se trata de um passado tão distante assim. E de como precisamos de um forte movimento feminista enraizado na classe trabalhadora, atualizado pelas questões do presente e consciente de seu passado.

Notas

[1] Havia ainda outras associações menores espalhadas pela Inglaterra.

[2] ABREU, Zina. “Luta das mulheres pelo direito do voto. Movimentos sufragistas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos”. Arquipélago História, n. VI, 2002, p. 462.

[3] PURDY, Robert Sean. Sufragistas: classe, gênero e política. Blog Junho, 1 de janeiro de 2016. http://blogjunho.com.br/category/sean-purdy/.

[4] LESZKIEWICZ, Anna. “What did suffragette movement really look”. New Statesman, 07 de outubro de 2015. Disponível em: http://bit.ly/1G2al6O.

[5] A chamada Revolução de Fevereiro teve como estopim as mobilizações do Dia Internacional da Mulher (8 de março em nosso calendário, 23 de fevereiro no antigo calendário russo), onde figuravam os protestos contra as péssimas condições de vida e contra a participação russa na Guerra – um desastre humanitário em todos os sentidos. A repressão brutal à manifestação fundamentalmente feminina em São Petersburgo desencadeou a débâcle do czarismo.

[6] Que, nos Estados Unidos, tem ainda uma ambigüidade relacionada ao fato de que os “rebeldes” eram os sulistas confederados, escravistas.

[7] Cf. THOMPSON, E. P. A formação da classe operária na Inglaterra. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, 3v. Uma introdução a este tema, com foco maior nos socialistas, pode ser encontrada em: MATTOS, Marcelo Badaró. A Associação Internacional dos Trabalhadores e o Brasil: pensando em Marx, o movimento internacional da classe trabalhadora, a escravidão e a questão racial. História e Luta de Classes, a. 11, n. 20, set. 2015, p.13-23.

[8] A propósito disso, a obra de Marx está cheia de relações entre a situação dos trabalhadores assalariados e a escravidão, e o termo “escravidão assalariada” aparece com frequência. Isso pode ser encontrado por exemplo nas mensagens escritas pela Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), que afirmavam identificar-se com a luta antiescravagista americana.

[9] Duas delegadas mulheres dos Estados Unidos nessa convenção de 1840 em Londres também se revoltaram com o machismo dos abolicionistas ingleses, entre elas uma negra, Lucrecia Mott, que criou por lá uma entidade também precursora do feminismo. Um interessante relato sobre o caso pode ser encontrado em: World’s Anti-Slavery Convention, London, England, Jun. 1840. Disponível em: http://bit.ly/1OF7vbJ. Agradeço a Marcelo Badaró pela referência.

[10] “Naquela época e lugar, a mulher negra não era incluída nessa luta, pois sua escravidão não era questionada nem pelas feministas.” FINCO, Nina. “O movimento sufragista – ou parte dele”. Época, 23 dez. 2015. Disponivel em: http://glo.bo/1kDh7Wp.

[11] LESZKIEWICZ, Op. Cit.

[12] ERBLAND, Kate. “’Suffragette’ director Sarah Gavron explains why she didn’t cast women of color”. Indie Wire, 13 out. 2015. Disponível em: http://bit.ly/1OtyLI9.

[13] LESZKIEWICZ, Op. Cit.

[14] LESZKIEWICZ, Op. Cit.

[15] Sobre esse ponto, uma referência incontornável é o livro da historiadora e politóloga americana Ellen M. Wood, especialmente a segunda parte. WOOD, Ellen M. Democracia contra capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2003.

[16] Sobre este ponto ver HONEYCUTT, Karen. “Clara Zetkin: a socialist approach to the problem of woman’s oppression”. Feminist Studies, v. 3, n. 3/4, 1976, p.131-144. 

Fonte: Blog Junho

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