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Aproximadamente 3,5 mil trabalhadores do setor elétrico realizaram mais um ato de protesto em defesa das empresas elétricas brasileiras e contra a privatização daCompanhia Energética de Goiás (Celg), nesta quarta-feira (27), em Brasília. Outros atos ocorreram paralelamente nas 7 capitais – Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Piauí, Alagoas e Goiás – onde as companhias do setor energético estão na lista do Plano Nacional de Desestatização. 

As manifestações tiveram o apoio das centrais sindicais CTB, CUT, CSPB, além dos movimentos sociais MST e MTST e MAB. Na capital federal, cerca de mil manifestantes ocuparam o prédio do Ministério da Fazenda e cerca de 2 mil trabalhadores protestaram em frente ao Palácio do Planalto. 

O objetivo da mobilização é impedir o governo de privatizar a CELG, cuja a proposta de venda já foi aprovada pelo Estado, e discutir com o Poder Executivo um novo modelo para o setor elétrico, apresentado pelos trabalhadores como alternativa à privatização no último dia 12. O projeto sugere a criação de uma holding de distribuição, desligada da Eletrobras, formada por sete distribuidoras federais. 

Às 10h, o grupo de dirigentes sindicais, responsável pela organização dos protestos, seguiu para mais uma audiência com os ministros Jaques Wagner e Ricardo Berzoini, no Palácio do Planalto, a fim de saber o posicionamento do governo em relação a abertura de capital de Furnas, o cancelamento da privatização da CELG e a resposta ao plano de junção de todas as distribuidoras e geradoras de energia em uma empresa 100% pública para gerir o setor.

A equipe foi recebida pelo o secretário executivo Wagner Caetano, com a justificativa de que os ministros foram convocados pela presidenta Dilma para uma outra agenda emergencial. A reunião com os ministros foi reagendada para o próximo dia 3, sob protesto dos dirigentes sindicais presentes. A equipe deixou claro que espera ainda este mês uma resposta sobre a venda da CELG. Segundo os presidentes da CTB e CUT-GO, Ailma Maria e Mauro Rubem, a ocupação no MF seguirá até que o governo apresente uma resposta positiva.

“Estamos aqui para fazer pressão no Planalto e no MF. Em Goiás, ocupamos a Secretaria da Fazenda do estado, porque a privatização da CELG é iminente. Essa remarcação da audiência com os ministros, para nós, foi trágica, pois esperávamos que o governo nos desse uma resposta, como prometeu semana passada. Deixamos bem claro ao secretário que precisamos de uma posição urgente, ainda este mês, pois o processo de venda da CELG segue em tramitação. Não vamos sair daqui até que haja boas novas por parte do Executivo. Exigimos uma posição das instituições governamentais responsáveis”, alertou Ailma.

Neste momento, cerca de 400 trabalhadores permanecem em frente ao Palácio do Planalto aguardando decisão do governo.

De Brasília, Ruth Helena de Souza – Portal CTB

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