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A caçada ao ex-presidente Lula promovida por parte da grande mídia em conluio com indivíduos de instituições do Estado vai muito além de inviabilizá-lo como candidato em 2018. Trata-se de uma disputa política de dimensão histórica e profunda. Como ficará para posteridade  o período em que pela primeira vez um operário chega a presidência da República no Brasil?

Por Augusto Madeira

Será conhecido como o período de avanços sociais, econômicos e reafirmação soberana do país no mundo, demonstrando que um do povo pode sim conduzir o Brasil ou será, como eles querem, um período de retrocessos e corrupção.

Coisa de governo é coisa pra Casa Grande, querem inculcar na sociedade.

Com Getúlio aconteceu algo parecido. Setores das classes dominantes escondem os avanços da política do nacional desenvolvimentismo do período, com todas as sua contradições,  e o apresentam apenas como um ditador populista.
Aliás, muitos pontos em comum existem entre a campanha contra Getúlio e contra Lula: o alardeado “mar de lama” e o papel que a grande mídia cumpre para distorcer fatos, acusar e condenar quem quer que se oponha aos seus interesses.

A investigação sobre a “compra” de medidas provisórias 471/09 e 512/10 é risível. Muitos argumentos podem justificar o absurdo, como os relatores serem  deputados da oposição, José Carlos Aleluia (DEM/BA) e Moreira Mendes (PPS/RO). Mas não se trata disto, fundamentalmente. Trata-se de disputa política e de interesse de classe.

Somente a mobilização popular, das entidades dos trabalhadores, estudantes, partidos comprometidos como o povo e o país, pode deter a ofensiva  contra a democracia. Esta disputa  ao final não será resolvida nos tribunais e sim nas ruas.

Augusto Madeira é advogado presidente do PCdoB-DF e membro do Comitê Central do PCdoB

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