pig veja folha globoEste ano se inicia com grandes desafios diante da grave crise econômica mundial e seus reflexos entre nós. Está na hora de pensar mais no Brasil, nas alternativas para a retomada do crescimento com distribuição de renda, na defesa da economia nacional e manutenção de direitos. Mas temos que nos manter alertas contra as insistências de quem não aceita as regras da democracia.

A oposição e o partido da grande mídia apostaram após o resultado eleitoral de 2014 no quanto pior melhor. A ridícula acusação de fraude eleitoral nas urnas eletrônicas, as mesmas que elegeram governadores do PSDB, foi a primeira iniciativa do candidato derrotado Aécio Neves. Em seguida veio o apoio às manifestações de direita que pediam a volta da ditadura e o impeachment fajuto do cada vez mais enrolado Eduardo Cunha, uma iniciativa articulada com partidos oposicionistas.

A decisão do Supremo Tribunal Federal, na ação proposta pelo PCdoB, anulando a comissão ilegal do impeachment e dando poderes ao Senado de interromper a chicana, foi um chega pra lá na tentativa de não aceitar o resultado das urnas. O movimento social com diversas inciativas em 2015 e articulações como a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, foi fundamental para a disputa nas ruas e a denúncia da ofensiva antidemocrática.

A última jogada do candidato derrotado é uma ação no TSE para cassar a chapa vitoriosa sob a alegação de receber contribuições legais de empresas envolvidas na Lava-Jato. Detalhe, as mesmas empresas contribuíram em igual ou maior valor para a chapa dos tucanos. Esta nova busca ao  Judiciário demonstra a disposição da oposição em continuar a apostar no vale-tudo e persistir na guerra política. Colocam seu inconformismo com a derrota na frente dos interesses do Brasil.

Os movimentos sociais marcaram para o dia 31 de março Mobilização Nacional com Marcha a Brasília com os eixos Contra a Reforma da Previdência, Não ao Ajuste Fiscal e Cortes nos Gastos Sociais, Em Defesa do Emprego e dos Direitos dos Trabalhadores, Fora Cunha e Contra o Impeachment. Vamos procurar unir amplos setores em defesa da democracia e da retomada do desenvolvimento, com a geração de emprego e renda. É disto que o país precisa, é isto que o país quer.

Augusto Madeira é presidente do PCdoB/DF e membro do Comitê Central do PCdoB

 

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