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Cortar na própria carne não é tão fácil quanto parece no discurso. Cinco meses depois de o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciar a redução de 20% nos salários dele, do vice, dos secretários e administradores regionais, o projeto enviado à Câmara Legislativa que autoriza os cortes, até hoje, não foi votado. O ritmo de urgência ditado pelo Palácio do Buriti para aumentar impostos e vender o patrimônio do GDF no ano passado não foi o mesmo adotado para a tramitação da proposta.

A assessoria da Casa Civil alega que o governo não tem como interferir na agenda parlamentar. E os distritais não demonstram pressa para votar a proposta. Nos corredores da Casa, o que os deputados comentam é o receio de serem pressionados a reduzir os próprios salários.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 56 foi enviado para a Câmara logo depois do anúncio de um pacote de arrocho financeiro para tirar o Distrito Federal da crise econômica, em 15 de setembro do ano passado. Uma das primeiras medidas era a redução dos salários. Mas os cortes só podem ser feitos depois que os deputados aprovarem o projeto.

Pela proposta, a remuneração bruta do governador vai passar de R$ 23.449,55 para R$ 18.759,64. Somando os valores dos salários dele, do vice, dos secretários e administradores, a economia prevista seria de pelo menos R$ 1,6 milhão por ano.

Ainda em setembro, o PDL teve a admissibilidade aceita pela Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof), presidida pelo deputado Agaciel Maia (PTC). Dois meses depois, a deputada Sandra Faraj (SD), atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deu parecer pela admissibilidade da proposta. O projeto seria colocado em Plenário na última votação de dezembro, o que não ocorreu.

Fonte: Portal Metrópoles

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