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Neste 8 de Março, conclamamos as brasileiras a ir às ruas em defesa da democracia e da ampliação da participação na política. Vamos construir o caminho para superar a sub-representação feminina nos diversos espaços de decisão na sociedade resultante da estrutural desigualdade de gênero no Brasil.

O conservadorismo que se expressa no Congresso Nacional e tenta subtrair o mandato constitucionalmente eleito da presidenta Dilma Rousseff é também incansável na tentativa de reduzir os direitos conquistados pelas brasileiras, fruto de muitas lutas. Age em bloco promovendo retrocessos na legislação no que se refere aos direitos sexuais e direitos reprodutivos e nas políticas públicas que promovem a igualdade de gênero.

É o caso recente da emenda 696/2015.Conservadorismo e machismo andam juntos e chegam ao absurdo aprovando na Câmara dos Deputados a retirada da perspectiva de gênero da atribuiçåo do recém-criado Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos. Tentam Impedir políticas transversais de gênero que expressam as grandes transformações ocorridas no papel social e no comportamento de mulheres e homens. A perspectiva de gênero compõe diferentes acordos internacionais no campo dos direitos das mulheres, a exemplo da Declaração e Plataforma de Ação da IV Conferência Mundial sobre a Mulher (Beijing, 1995), integrando compromissos assumidos internacionalmente pelo Estado brasileiro.

As eleições municipais de 2016 serão um momento decisivo para as brasileiras. Somos uma democracia representativa com uma população de 52% de mulheres, mas essa maioria não se expressa nos espaços legislativos e executivos. Precisamos de mais candidaturas femininas e mais apoio dos partidos políticos durante as campanhas eleitorais para que se amplie o número de prefeitas e vereadoras. A disputa eleitoral é desproporcional, mas saberemos enfrentar com persistência e coragem.

Os altos índices de violência contra as brasileiras é uma expressão da desigualdade de gênero que necessita ser superada em nossa sociedade. Precisamos eleger brasileiras comprometidas com a defesa de cidades mais humanas, democráticas e com a luta para por fim à opressão das mulheres.

A construção de um Brasil desenvolvido com distribuição de renda e com a superação das desigualdades não acontecerá sem a consolidação da democracia.

Vamos nos rebelar contra o machismo. Vamos às ruas fazer avançar a construção da equidade de gênero e a democracia.

Secretaria Nacional da Mulher do Partido Comunista do Brasil-PCdoB

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