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Neste momento em que a democracia corre sério risco, não vamos nos omitir diante da sanha agressiva da direita em consórcio com setores do poder midiático, econômico, legislativo e judiciário.

Nos dias 18 e 31 de março, vamos tomar às ruas com os nossos símbolos, as nossas cores e as nossas bandeiras, para defender a democracia, defender o Brasil contra o golpe. Não podemos deixar que esse forte poder simbólico que são as cores da bandeira do Brasil seja usurpado e apropriado por uma minoria ensandecida de fascistas e antipatriotas que pregam o ódio e querem macular a democracia em nosso país. A direita brasileira, os neoliberais e os fascistas nunca defenderam o Brasil nem antes, nem agora. Eles querem o golpe para retirar os direitos conquistados pelos trabalhadores. Eles querem o golpe para retirar os direitos conquistados pelas mulheres. Eles querem o golpe para retirar os direitos dos estudantes. Eles querem o golpe para entregar a Petrobras e o pré-sal ao capital estrangeiro.

Diante da grave situação política e  o perigo de golpe que avança e  ameaça  a democracia, lembrei-me de uma frase do Padre Antônio Vieira em Os sermões, que afirmava: A omissão é o pecado que com mais facilidade se comete, e com mais dificuldade se conhece. E, o que facilmente se comete e dificultosamente se conhece, raramente se emenda. A omissão é um pecado que se faz não fazendo. Por isso mesmo são as omissões os mais perigosos de todos os pecados.

Portanto, esse é o momento decisivo onde todos os democratas, patriotas, socialistas e comunistas estão chamados a defender a democracia contra o golpe.

A bandeira empunhada pelos golpistas nas ruas é a bandeira de Silvério dos Reis, não é, e nunca será a bandeira de Tiradentes. A bandeira empunhada pela direita é a do retrocesso, da perda de direitos dos trabalhadores, da entrega de nossas riquezas como o pré-sal e o fim da soberania nacional.

A bandeira empunhada pelos fascistas, não é, e nunca será a bandeira dos pracinhas da Força Aérea Brasileira(FAB) que fincaram a bandeira da liberdade e da democracia no combate aos nazifascistas em solo italiano.

A bandeira empunhada pelos fascistas, não é, e nunca será a bandeira da União Nacional dos Estudantes (UNE) que teve seu prédio incendiado e destruído na ditadura militar. A história nos ensina que a direita, os fascistas, os integralistas e os neonazistas alardeiam um falso patriotismo tentando usurpar os símbolos e as cores do Brasil.

Vamos às ruas com luta e destemor. Vamos às ruas com os nossos símbolos, com a nossa bandeira cujas cores verdadeiramente pertencem a todos que defendemos o Brasil. Como diz o poeta, cantor e compositor Jorge Mautner a “bandeira do meu Partido

vem entrelaçada com outra bandeira

a mais bela, a primeira

verde-amarela, a bandeira brasileira.”

 

Viva a Democracia! Viva o Brasil

 

Carlos Décimo é Engenheiro de Pesca, Assessor de gabinete do deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE) e Secretário de Organização do PCdoB–DF

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