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O Blog do PCdoB/DF entrevistou a dirigente nacional Ana Maria Prestes, que atua junto à Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB sobre a visão que partidos e governos de outros países estão tendo sobre a crise política no Brasil. Ana Maria Prestes Rabelo é cientista política, membro do Comitê Central do PCdoB, atua na Secretaria de Relações Internacionais, é membro do Comitê Regional e da Comissão Política do PCdoB/DF. Ana também é neta do dirigente comunista Luís Carlos Prestes.

Blog do PCdoB/DF – Você atua nas Relações Internacionais do PCdoB. Tem recebido muitas perguntas e demandas dos representantes de outros países?
Ana Maria Prestes – Todos os dias a Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB recebe contatos de diversas organizações partidárias de todo o mundo procurando informações, esclarecimentos sobre a realidade política brasileira ou enviando solidariedade ao Brasil.
PCdoB/DF – Quais as principais dúvidas que eles levantam?
Ana Prestes – As dúvidas giram em torno dos aspectos específicos do desenrolar da crise política brasileira. Há dúvidas sobre como se posicionam os diversos atores, quais os instrumentos de desestabilização utilizados pelo setor oposicionista, quais os próximos passos previsíveis do golpe em curso, qual a reação dos setores progressistas e populares, qual o comportamento das mobilizações de massa.
PCdoB/DF – Qual a visão que eles têm do papel da oposição?
Ana Prestes – É quase unânime a leitura de que a oposição brasileira se comporta de forma muito semelhante aos setores reacionários e neoliberais dos demais países da América Latina, que no último período se organizam para lançar uma onda de restauração conservadora na região.
PCdoB/DF – Eles comentam o papel da mídia nesta crise?
Ana Prestes – A maioria está estupefata com a falta de seriedade e profissionalismo notório no desempenho da mídia local e sua total parcialidade contra o governo e favorável aos setores que promovem a desestabilização política no país.
PCdoB/DF – Qual a opinião deles sobre o papel que o golpe no Brasil pode ter no cenário internacional?
Ana Prestes – O eventual sucesso de um golpe contra o processo democrático no Brasil e o deslocamento forçoso das forças políticas eleitas, na opinião dos interlocutores internacionais do PCdoB, teria proporções de vulto e seria um grande fator de desestabilização da América Latina, hoje vista como a região mais pacífica do mundo e que no último período conseguiu vencer grande parte de suas maiores deficiências em termos de justiça social, infraestrutura, desenvolvimento e integração. O cenário internacional será fortemente impactado, segundo eles, pois o Brasil tem sido um ator importante nas principais questões de interesse mundial.
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