Conspirador

Por Iram Alfaia em seu Blog

A urucubaca é fatal para quem canta vitória antes do tempo. Foi assim que aconteceu com Fernando Henrique Cardoso em 1985 quando posou para a imprensa na cadeira de prefeito de São Paulo um dia antes da eleição.

Ao tomar posse no cargo, Jânio Quadros desinfetou a cadeira: “Gostaria que os senhores testemunhassem que estou desinfetando esta poltrona porque nádegas indevidas a usaram”, disse na ocasião o prefeito eleito.

Tal qual o papelão de FHC, o vazamento do áudio de Michel Temer no qual o vice já fala como futuro mandatário é grotesco, conspirador e golpista.

Mesmo que a intenção fosse vazar, uma estratégia torpe, Temer pisou na bola. Ele legitimou o que todos já percebiam: opera pesadamente nos bastidores como conspirador do golpe.

Com isso, o vice entra para história como figura bizarra da política brasileira. Numa eventual saída de Dilma, não terá condições morais e nem políticas para conduzir os destinos da nação.

Iram Alfaia é jornalista e membro da OB dos Comunicadores do PCdoB/DF

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