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Uma assombração ronda os trabalhadores brasileiros neste Primeiro de Maio, o governo Temer/Cunha. O programa da dupla é tenebroso: fim dos direitos trabalhistas, aumento da idade mínima para aposentadoria, fim dos aumentos reais para o salário mínimo e desvinculação deste dos benefícios previdenciários.

A plataforma regressiva foi apresentada no documento apócrifo “uma ponte para o futuro”. Revive a tese que fez muito sucesso nos tempos neoliberais de FHC, que o negociado prevaleça sobre o legislado. Senha para retirar direitos conquistados por inúmeras lutas.

O grande vilão de todos os males do país seria o salário mínimo, um dos menores pagos no mundo.  Para esconjurar este mal não teriam mais aumentos reais. Fim da política de valorização do  rendimento dos mais pobres.

Os milhões  de aposentados e pensionistas que ganham o piso da previdência não receberiam  sequer este minímo para prover sua velhice. Cogita-se a idade mínima de 67 anos para aposentadoria, homens e mulheres. Maldade pura.

Programas como o Minha Casa Minha Vida também serão reduzidos ou extintos. O sonho da casa própria do trabalhador  vai voltar a ser o pesadelo do aluguel.

Eduardo Cunha como presidente da Câmara se esforçou para votar o projeto de terceirização. É um notório homem do mercado e inimigo dos trabalhadores.

Infelizmente muitos trabalhadores e aposentados ainda não entenderam que o golpe contra Dilma é uma armação contra eles. Como será a reação quando descobrirem que o que os aguarda é uma ponte para o inferno?

Nosso povo não aceita que seus direitos sejam retirados. Se eles pensam que os brasileiros irão aceitar isso sem luta estão enganados. Vamos à luta contra o golpe e contra todos os golpistas.

Por Augusto Madeira, presidente do PCdoB/DF

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