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No dia de ontem (02/05) fomos surpreendidos com mais um ato desproporcional da justiça brasileira: suspenção do WhatsApp em todo o Brasil por conta de uma investigação específica que ocorre em Sergipe.

A obtusidade e desproporcionalidade das medidas judiciais escancaram a vulnerabilidade das concentrações de infraestruturas de comunicação e o perigo de confiarmos em monopólios comunicacionais. Ficamos presos à história única, como contou Chimamanda Adichie, escritora nigeriana, em O perigo da história única, da série de depoimentos TED. Além de expor a limitação dos agentes públicos em compreender o impacto de suas ações.

Muito além de querer, aqui, debater este acontecimento, ele serve para nos lembrar que no próximo dia 5 de maio (5ª-feira) se comemora o dia nacional da Comunicação, e para esta data foi encaminhado pela Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo e Fórum Nacional de Democratização da Comunicação a realização de atos públicos em defesa da Democracia, Contra o Golpe e Contra a Globo, a organizadora da narrativa golpista em circulação no Brasil.

A Globo equipara-se no Brasil, como canal de informação da população, ao que o Whatsapp representa a nível de conectividade e comunicação em âmbito global. Por isso a medida imposta pelo judiciário brasileiro é uma afronta à cidadania digital de tod@s @s brasileir@s.

Olga Futema, cineasta e diretora do documentário Trabalhadoras Metalúrgicas de 1978, no documentário Autofagia midiática ¿é isso ou o quê? conta que as greves da década de 70 só foram possíveis pelo sentido de comunidade era muito forte e viva à época. As pessoas dialogavam mais e se organizavam nos bairros para seus pleitos e conquistas necessárias.

Ainda que as redes digitais tenham conectado milhões de pessoas, a concentração da infraestrutura comunicacional é imperante, tanto para determinar uma narrativa, fechar circulos de diálogos entre os mesmos e até para cercear debates cortando os fluxos informacionais.

Partindo do conceito: comunicação e organização territorial para exercício da democracia, sem mediações digitais e controle centralizado, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé do Distrito Federal promove, em parceria com o Invenção brasileira, com o Incid (Instituto de comunicação comunitária e inclusão digital) e com a Comedoria da Sônia, uma roda de conversa sobre a comunicação e seus impactos para a Democracia.

Vamos dialogar sobre Democracia, Comunicação e as narrativas contra-hegemônicas nas redes digitais. Contamos com o ativista e militante Max Maciel, coordenador do projeto Ruas na Ceilândia, para contribuir com sua experiência para promover a cultura e o protagonmismo juvenil.

E para aquecer uma roda de conversa nada melhor que um Caldo feito com muito carinho pela Sônia, integrante da Ocupação Cultural Mercado Sul.

Te esperamos lá!

saiba mais:

CALDO DE DEBATES: NARRATIVAS CONTRA-HEGEMÔNICAS NAS REDES DIGITAIS

Local: Mercado Sul de Taguatinga, na QSB 12/13, em Taguatinga Sul, de frente à Avenida Samdu. Fica há 10 minutos (a pé) da Praça do Relógio, da Estação do Metrô e do Centro de Taguatinga

Horário: das 19h às 22h

Serviço: Caldo colaborativo, projeção de vídeos e streaming
Fred Vazquez integra a coordenação do Barão de Itararé-DF e secretário de Comunicação do PCdoB/Brasília

 

 

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