temeridade

A maioria da população rejeita o governo interino, maculado nos primeiros dias com a queda de ministros, misoginia, ataque a cultura e aos movimentos sociais, anúncios de privatização da Petrobras e destruição dos direitos da Constituição de 1988.

A propalada estabilidade política e  restauração da confiança dos investidores que ocorreriam com o governo Temer, argumento para o vale-tudo do impedimento, se esvoaçaram em pouco tempo.

É revelado o  intento de afastar a presidente eleita para barrar a operação Lava Jato, e o próprio presidente interino se vê cada vez mais próximo de ser arrastado pelo turbilhão  das investigações, delações e prisões.

Tal como um mentiroso, que tem que mentir cada vez mais para sustentar o logro, o governo ilegítimo segue uma escalada de atropelos da ordem jurídica para sustentar o assalto ao poder.

O processo do impeachment, sem crime e sem legitimidade, estimula um clima de ilegalidade e abusos que contribui para a instabilidade política e das instituições democráticas.

É imenso o risco do país  mergulhar em uma crise ainda maior com o governo Temer  ilegítimo e impopular.

Não existe remédio melhor contra a crise do que a participação popular. O povo, fonte do poder político, é que deve decidir sobre os destinos da nação para restabelecer a plenitude do Estado Democrático de Direito.

“A proposta de um plebiscito por eleições diretas para presidente que remete ao povo a decisão do melhor caminho para se restaurar a democracia contribui para a reversão do golpe no Senado e confronta o governo ilegítimo de Temer”, é o que indica o PCdoB neste grave momento da vida nacional.

A vontade popular deve ser expressa para enfrentar as ameaças à democracia e à soberania nacional que o Estado brasileiro enfrenta, a eleição é o caminho para devolver o país a normalidade e para que retome o caminho do desenvolvimento com democracia e inclusão social.

Augusto Madeira é membro do Comitê Central e presidente do PCdoB/DF

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