O terceiro dia de debates do 18º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS), neste sábado (30), começou com o ensaio bateria “Ritmo da Luta” reunindo ritmistas de todo o país para um ensaio que dá o tom de como será a passeata deste domingo (31), com concentração no Largo da Batata, em São Paulo, a partir das 14 horas, contra o golpe e pelo “Fora Temer”.

Cuca da UNE

Oficina de grafite realizada durante a tarde deste sábado (30)

Tendo como principal marca a diversidades, foram promovidas diversas atividades durante todo o dia, inclusive competições esportivas como vôlei, basquete e futebol. Também foram realizadas oficinas de turbantes e grafite, umas das mais disputadas entre os jovens.

Mas o debate político norteou o evento. Os desafios da juventude LGBT e as lutas dos movimentos estudantis foram destaque. Jovens lideranças secundaristas de todo o país relaram os avanços garantidos pela ocupações nas escolas e apontaram os rumos do movimento para impedir retrocessos na educação.

O debate sobre a democratização da comunicação contou com a participação de Altamiro Afonso Borges, coordenador do Barão de Itararé, e Renata Mielli, coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). O papel do midialivrismo no contraponto a mídia hegemônica, e os ataques que o Marco Civil da Internet vem sofrendo após o golpe contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff também foram tratados no evento.

“É sempre bacana ver nos congressos mais jovens, de mais lugares, com mais diversidade e interessados em discutir política. socialismo e comunicação”, destacou Renata. “É muito importante debater, construir, aglutinar e fortalecer um polo de comunicação alternativo, democrático, principalmente neste momento em que o Brasil sofre com um golpe de Estado que atinge a nossa democracia que já está restringindo direitos que conquistamos nos últimos anos. A mídia alternativa é fundamental para fazer a contra-narrativa ao discurso único que a mídia hegemônica estabelece”, reforçou.

Altamiro destacou o protagonismo da mídia no golpe e dos seus interesses políticos e econômicos. Segundo ele, a grande mídia sempre esteve contra os interesses do povo e no contexto do golpe ficou evidente essa postura quando comparada com a cobertura da mídia internacional em relação aos acontecimentos no Brasil.

“A mídia foi a grande protagonista do golpe. Se não fosse a mídia com a suas manipulações, o juiz Sérgio Moro seria um juiz de primeira instância, sem papel nenhum. A própria discussão do impeachment na Câmara Federal teria sido diferente, pois a mídia pautou os deputados. Isso confirma o que é a história da mídia no Brasil antes de se chamar mídia, quando era chamada de imprensa. A imprensa no Brasil sempre teve lado e tem interesses econômicos e políticos”, salientou.

Sob o tema “Cantamos a esperança de um mundo novo”, o evento encerra neste domingo (31) e reúne mais de três mil jovens de todo o país.

Do Portal Vermelho, com informações da UJS. Fotos CUCA da UNE

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