4991329_x216

Somente em setembro, mais de 1 milhão e 100 mil reais deixarão de circular no Distrito Federal

Em Brasília e cidades satélites, 84.614 famílias são beneficiadas pelo Bolsa Família, mas o benefício diminuiu em R$ 14,00 em setembro, o que significa R$ 1,118 milhão a menos em circulação na região, causando grandes prejuízos à economia local. O corte do orçamento do governo Temer, se for mantido, representa o corte de 25 mil famílias brasilienses do programa.

A vice-presidenta do PCdoB-DF, professora Olgamir, denuncia que os cortes pesam no dia-a-dia de quem depende dos programas.  “O poder de compra dos beneficiados diminui ainda mais” lamenta.

O Programa Bolsa Família tem grande sucesso nos moldes atuais e é uma das marcas dos governos Lula e Dilma. Auxilia muitas famílias que vivem em estados extremos de pobreza, suprindo necessidades e proporcionando acesso a serviços sociais, de saúde e educação. Incentiva crianças com idade escolar a não desistirem dos estudos. Se não fosse por ele, a maior parte das famílias carentes brasileiras sequer teria acesso a serviços de saúde, por exemplo.

Pode piorar

No mesmo dia em que Dilma Rousseff foi destituída da Presidência da República, chegou ao Congresso Nacional a proposta de Temer para o Orçamento da União de 2017. Nela, o governo golpista apresenta a redução média de 30% nos valores para os 11 principais programas da área social do governo, já considerando a inflação do período (variação do IGP-M dos últimos 12 meses). São R$ 29,2 bilhões a menos para esses programas, em comparação ao que a presidenta Dilma apresentou no ano passado. Uma queda real de 14%.

A intenção de Temer para o próximo ano é reduzir em 7,4% os investimentos em “Inclusão social por meio do Bolsa Família, do Cadastro Único e da articulação de políticas sociais”, o que retirará o benefício básico mensal do programa para 2,3 milhões de pessoas ao longo de 2017. “Esses valores poderão ser modificados no Congresso, inclusive com a possibilidade de aumento dos cortes, defendida pela maioria conservadora no Parlamento. O Executivo também poderá, ao longo do tempo, promover o chamado contingenciamento de recursos, diminuindo ainda mais os valores destinados à promoção social”, adverte Olgamir.

 

De Brasília

Carlos Pompe

Anúncios