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Gravações telefônicas divulgadas pelo Fantástico, da Rede Globo, neste domingo (9/10) confirmam como Mouhamad Moustafa, também conhecido como o Barão das OSs, gastava de forma perdulária recursos amealhados da saúde pública do Amazonas. Preso pela Polícia Federal no fim do mês passado pela operação Maus Caminhos, o médico e empresário é investigado pela suposta ligação com uma organização criminosa que desviava recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

A atuação de Moustafa chegou ao Distrito Federal. Duas organizações sociais, a Sociedade Integrada Médica do Amazonas (Simea) e a Salvare Serviços Médicos, fizeram doações à campanha do governador Rodrigo Rollemberg em 2014.

Segundo o Fantástico, o médico “é dono de um império e aplicava parte da verba que deveria atender a população na carreira de artistas sertanejos”. Moustafa teve o patrimônio multiplicado em apenas cinco anos. De acordo com a Receita Federal, passou de R$ 400 mil para R$ 14 milhões. Mansões, joias, carros de luxo e uma lancha de R$ 500 mil fazem parte do inventário do médico. Segundo a Polícia Federal, ele e a quadrilha teriam desviado R$ 110 milhões de recursos da Saúde, entre 2014 e 2015.
Mesmo assim, em áudios divulgados pelo programa, Moustafa reclama de uma queda no padrão de vida. “Pelo menos uma vez a cada dois meses eu passava 10 dias lá na minha casa em Orlando. Minha mulher, os filhos, tal. Já tem seis meses que eu não vou”.

Nas baladas, o médico, segundo as investigações, também gastava dinheiro público com mulheres. “Eu vou pegar ela lá. E ainda vou dar um dia de princesa pra ela. Dar uns 15 conto assim pra ela. Sabe que eu faço apaixonar. Eu faço as bonita, top, se apaixonar. Imagina as feinha (sic), que ninguém pega”, disse em uma das gravações obtidas pelo Fantástico.

Para empresariar cantores sertanejos, como Israel Novaes e a dupla Mateus e Kauan, o Barão da OSs desembolsou R$ 30 milhões. Para a PF, essa seria uma maneira de lavar o dinheiro desviado da Saúde.

“Ele não tinha nenhum tipo de constrangimento em ostentar uma vida de luxo em sacrifício da população que ficou privada do serviço de saúde”, afirmou Alexandre Teixeira dos Santos, delegado da Polícia Federal, em entrevista ao programa.

Em nota, o advogado de Mouhamad Moustafa declarou que vai aguardar o fim das investigações para se manifestar e apresentar provas. Ele ainda afirmou que “providências administrativas e judiciais serão tomadas no intuito de fazer cessar tão grande absurdo e ilegalidade que estão sendo cometidos desde a abertura do inquérito policial”.

Fonte Portal Metropoles

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