Nesta sexta-feira, 21 de outubro, na Universidade de Brasília (UnB), a militância da União da Juventude Socialista (UJS) organizou sua plenária para discutir a conjuntura nacional e as próximas agendas de luta – incluindo nossas frentes de atuação de jovens feministas, negros e negras e hip-hop. 

Foi discutido sobre o golpe que o país sofreu e que tem servido para a retirada de direitos do povo brasileiro e a entrega das nossas riquezas ao capital privado externo. O desenvolvimento do Brasil se torna totalmente inviável com a precarização da universidade pública de qualidade, os cortes anunciados pelo governo Temer colocam em risco o avanço tecnológico e de pesquisa desenvolvido pelas universidades. A entrega do nosso pré-sal é um grave risco para o financiamento da educação, sem os investimentos que o nosso petróleo poderia trazer para a pesquisa, ensino e extensão teremos uma UnB sucateada e sem recursos, essa tentativa de desestabilizar a educação pública é para privatiza-la e entrega-la ao interesse estrangeiro. Querem privatizar o futuro do pais! 

Foi colocado como central a disputa de opinião na UnB, nesse momento de eleição do Diretório Central dos Estudantes, a UJS afirma a necessidade de colocar na pauta das eleições a luta pela permanência do povo da universidade pública, gratuita e de qualidade, com mais investimentos para que o país não siga a linha de austeridade de outros países como a Grécia. A disputa pelo DCE tem colocado o cenário político em foco no dia a dia dos estudantes, transformando esse no melhor momento para dialogar com os estudantes sobre a necessidade de se organizar e resistir aos desmandos do governo que tentar impor ao povo 20 anos de recessão econômica e congelamento de investimentos.

No segundo ponto da discussão, fora colocado os desafios das frentes de atuação para o próximo momento, com a necessidade de aprofundar no combate ao racismo e a luta pela emancipação das mulheres. A UnB tem se pintado de povo, com mais negros, mulheres, lgbts e periferia, tem mostrado a cara do Brasil dentro da universidade. Porem isso traz contradições à tona quando tem uma extrema dificuldade de se acabar com o machismo dentro da UnB, trazendo o debate feminista para todos os espaços. Também foi colocado como as medidas inclusivas são necessárias para a permanência do povo negro e periférico na universidade, e também o incentivo a projetos de extensão e pesquisa a fim de compreender nossas raízes e cultura.
A plenária também mobilizou para a plenária distrital que ocorrera dia 29/10.

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