O Congresso Distrital da CTB iniciou na noite de hoje (23), na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (EAPE), em Brasília, com uma emocionante apresentação do artista e membro do Sindicato dos Músicos, Álvaro Henrique, que tocou um impecável solo de violão com composições de Heitor Villa Lobos.Mas, a atividade cultural não parou por aí. Na sequência, a professora da rede pública e contadora de histórias, Niégida Genaro fez uma contação onde abordou a história da fundação da CTB, suas lutas e enfrentamentos vindouros, que arrancou entusiasmados aplausos da plateia.

Ato político destaca luta contra reformas


Em seguida foi realizado o ato político de abertura do 4° Congresso da CTB do Distrito Federal, com a mesa composta pelo presidente da central no DF, Aldemir Domício, Fátima Cristina do Sindicato dos Trabalhadores em Administração Escolar da rede particular, Augusto Madeira, presidente do PCdoB/DF, Fernando Mouzinho, dirigente do PSB, Wagner Gomes, secretário-geral da CTB e Vicente Selistre, vice-presidente nacional da CTB.
Aldemir Domício abriu o Congresso saudando às diversas categorias de trabalhadores e trabalhadoras presentes, que comprova o crescimento da central no Distrito Federal. Ele também destacou o papel que a CTB vem desempenhando nas lutas no Congresso Nacional, que dizem respeito a toda classe no Brasil.
O evento da CTB no Distrito Federal leva o nome de ‘Congresso João Lopes’, em homenagem ao ex-dirigente, falecido recentemente. Joãozinho, como era conhecido, foi o primeiro secretário-geral da CTB-DF e cumpriu destacado papel na construção da seção estadual da central.
Augusto Madeira ressaltou a importância da CTB na construção da unidade da classe trabalhadora diante dos ataques que vem sofrendo. “O governo cumpre uma agenda de penalização dos trabalhadores e trabalhadoras e, ao mesmo tempo, não faz nenhum movimento que tire um centavo sequer dos ricos”, disse Madeira ao se referir às reformas de Temer.
O presidente comunista também destacou a homenagem que a CTB faz, nomeando de João Lopes o 4° Congresso Distrital, pelo papel que Joãozinho cumpriu na construção da Central. “Se hoje estamos aqui, foi graças ao trabalho destacado e incansável que João Lopes desempenhou”, disse.
Representando o Partido Socialista Brasileiro, Fernando Mouzinho iniciou falando do quanto se sentia à vontade estando entre companheiros, no 4° Congresso da CTB/DF. Ele disse que tal registro era importante, pois nele se discutiria temas relevantes para os trabalhadores e trabalhadoras, como a urgente necessidade de restituir a democracia no Brasil.
Fátima Cristina sublinhou, em sua fala, a importância de as mulheres colocarem sua voz para ser ouvida no movimento sindical. Ela disse que, apesar da sua experiência recente, considerava que o acolhimento que a CTB dá às mulheres é fundamental. “Eu me sinto valorizada, porque a CTB valoriza a voz das mulheres”, afirmou.

Wagner Gomes também deu ênfase a questão da unidade da classe para que a central possa cumprir seu papel histórico de elevar as condições dos trabalhadores e trabalhadoras. Ele lembrou que, em sua fundação, a central contava essencialmente com comunistas, socialistas, trabalhadores rurais e marítimos. “A compreensão de que precisamos ter a capacidade de ser plural e que ninguém precisa de carimbo partidário para lutar, nos fez crescer e jogar papel destacado na defesa dos interesses da classe trabalhadora”, garantiu Wagner.
O vice-presidente Vicente Selistre iniciou sua saudação falando sobre a importância de momentos que valorizam a cultura, como na abertura do Congresso. Em seguida, Selistre chamou a atenção para os desafios da próxima semana, quando o embate contra as reformas chega a uma fase crucial que exige muita unidade e abnegação para enfrentar o momento político, resistir e impor derrota a Temer.
“Vivemos num estado a serviço do capital, que impõe imensos sacrifícios aos trabalhadores, retirando-lhes os dedos, mas não toca em nenhum anel de ouro dos ricos. Ao invés de taxar as grandes fortunas, optam pela retirada de direitos da classe trabalhadora. Ao invés de mexer nos trilhões dos serviços da dívida, optam por arrancar o minguado salário dos aposentados”, lembrou Selistre. Ele encerrou convocando a CTB/DF a fazer a linha de frente para as lutas no Senado, no dia 28 e empenhar esforços para a greve geral do dia 30.
De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

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